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Fim de semana em Paris

By Monica Lopes | Comments: 0 | 25 Março, 2017

Foi curto mas deu para tanto! Se há horas que voam, essas são as que nos passam “dans les rues” de Paris! Por isso gente, haja vontade e boa perna! Ajuda ao glúteo e aquece a alma: aqui ficam os meus 4 dias em Paris.

Para mim foi uma agradável surpresa. Motivos vários confesso, mas principalmente porque a expetativa não era à partida extraordinária – e é tão bom quando é assim! Paris nunca foi um destino de sonho, admito, e quando em sonhos por lá passava pouca via para lá da Torre Eiffel e da Pont des Arts (a famosa ponte dos cadeados, onde todos os casais têm de tirar foto, colocar um cadeado e jurar amor eterno! medo…). Portanto, não sendo eu muito dada ao romance, este não era um ponto de visita nos meus planos próximos de viagem. Mal sabia eu…

É sem dúvida uma cidade carregada de charme em todas as dimensões!! Gastronomia, moda, cinema, arquitectura, decoração. Os cafés em cada esquina, os famosos bistrôs, apaixonam qualquer um só com as suas decorações, e a simpatia das pessoas são o suficiente para querermos entrar em todos!!! Mas não dá pois claro… Há tantos na cidade que podia criar um blog só para falar de todos eles. Blog não prometo, mas umas palavrinhas, um dia destes, talvez. Adiante…

Os croissants são mesmo bons!! Era o belo croissant todo o dia a toda hora… god. Em qualquer bistrô tínhamos à disposição uma vasta variedade de tapas, pratos rápidos ou menus super apelativos a um preço bastante amigável (tendo em conta que tudo por lá é caro). Euros à parte e dietas de parte, em Paris come-se bem! Ao jantar as escolhas foram mais complexas. A ideia era comer em restaurantes conhecidos com boas referências e que proporcionassem experiências diferentes. Check! Conseguido!! Reservas feitas com algum tempo de antecedência deram-nos a oportunidade de conhecer 3 restaurantes brutais. A comida fantástica e a experiência inexplicável. Miss Ko, Buddha Bar e Kong. Todos restaurantes de fusão asiática e cozinha exótica. Todos com características diferentes e que os tornam únicos. Não consigo escolher um, mas consigo no máximo dizer o que mais gostei em cada um deles.

Miss Ko, acho que este é um espaço procurado não tanto pela comida mas sim pelo ambiente. A decoração é fabulosa carregada de cor e mistura de tudo e mais alguma coisa que resulta na perfeição. O dj passa todo o tipo de sons (quase que pensei que ia rolar naqueles pratos um mix do Tony Carreira ou da Rute Marlene, foi só o que faltou o nosso bom Pimba!!) e em modo disco, onde todo o mundo tem que falar a gritar para se entender (foi mais o tempo que levei a dançar enquanto comia do que propriamente a falar, agora que penso nisso), mas é mesmo isto que torna aquele lugar tão louco (acho que é a palavra certa) e apetecível (quero mais)!! O atendimento é super rápido e todo o staff super simpático e atencioso.

 

Buddha bar. Mais uma vez comida exótica (de comer e chorar por mais), acho que foi mesmo isso que gostei mais, a comida, tão boa!! Sushi do melhor e servido as 11 da noite (top). E por fim Kong, a arquitectura do restaurante foi o que mais me deslumbrou, permite-nos ter uma vista única! As palavras ficam curtas para o descrever, espreitem e vão perceber! A comida mais uma vez muito boa, ambiente delicioso também. Amei!

Corri, segundo os franceses, a mais bela avenida do mundo, a Champs-Élysées (ou Campos Elíseos). A prestigiada avenida de Paris que concentra as mais luxuosas lojas, cafés, restaurantes e nos conduz até ao Arco do Triunfo. Acho que a única loja que ainda consegui entrar foi a Sephora, que era das poucas que ficava aberta até as 23h (já era tarde). Devo ter estado uma hora e pouco na loja (gigante) e só vos digo que queria ficar lá a viver (na loja mesmo) era tudo o que eu queria.

Não conseguimos visitar a catedral de Notre-Dame nem subimos a Torre Eiffel, foram somente apreciadas por fora pois as filas eram intermináveis e o tempo era pouco. Mas valeu na mesma. Também não foi possível ver Todo o Museu do Louvre (nem sei se um dia inteiro chega para ser sincera) mas ainda conseguimos ver a famosa Mona Lisa ainda que a uns escassos metros de distancia, protegida por um vidro a prova de bala e vigiada por dois seguranças. E ai de quem ouse ultrapassar o perímetro de segurança! Há quem diga que a obra é uma verdadeira desilusão, pudera: a senhora está enfiada numa sala cheia de quadros onde o mais pequeno deve ser dez vezes maior que ela!! Normal a sensação de desilusão. Eu gostei, não só daquela obra mas de muitas outras que ainda consegui ver. Hei-de voltar.


Reservamos uma manha para conhecer Montmarte (Monte Martre), o famoso bairro boémio da cidade. Não fazia ideia que existia mas foi talvez o que mais gostei de Paris. Não sei colocar em palavras o que senti – ou como me senti -, quando cheguei ao cimo da colina, onde se situa a Basílica do Sagrado Coração (a qual também não visitamos pelos mesmos motivos de sempre). A vista sobre a cidade é de cortar a respiração, o ambiente de descontracção que se vive entre quem ali está é reconfortante. As Ruas enchem-se de turistas que aguardam a sua vez para conseguir um auto-retrato ou uma caricatura feita por um dos muitos, mas mesmo muitos, artistas que ali se encontram. Somos inundados pela animação. Uns tocam, uns cantam, outros dançam, outros fazem tudo e mais alguma coisa!! O ambiente que ali se vive é simplesmente brutal.

Moulin Rouge!!!! Yes yes yes!! Talvez tenha sido das poucas coisas programadas e previamente reservadas que eu sabia (só surpresas esta viagem), a reserva no Moulin Rouge. Chegámos em cima da hora: foi chegar, sentar e o espectáculo começou. Foram duas horas que passaram a voar!! Desejei umas quantas vezes durante cada minuto dos 120, que os meus olhos pudessem de alguma forma transmitir o que eu estava a ver. Tão lindo… Não são permitidas câmaras durante o espectáculo, claro, mas no fim podemos tirar fotos. Enchi o telemóvel com fotos do espaço mas nem sei se tenho alguma capaz de vos mostrar. Aquilo é lindo!! O ambiente boémio da época representada, não só está presente no espectáculo como no interior da sala. Confesso que vibrei um pouco durante o tempo que ali estive. Foi quase como se estivesse no país das maravilhas, e eu fosse a Alice. A verdade é que me senti criança… Se bem que o que ali foi visto também não seria muito apropriado para crianças (agora que penso nisso). As meninas estavam em bom modo de Cabaré! Se é que me entendem (descascadas). Vale tanto a pena, até para quem não gosta de espectáculo – se é que isso existe.

Ainda consegui conhecer as Galeries Lafayette (essas eu sabia bem que existiam)!!! Lá conseguimos arranjar forma de almoçar lá para que pudéssemos ao menos conhecer a famosa instituição da elegância e do bom gosto francês, como assim é conhecida.

Entre procuras e descobertas, dei com o melhor café de Paris: Café delta!! Café português pois claro. Mas disso logo vos conto num próximo post. Ainda ficam coisas por contar deste fim de semana, com o que la vi e vivi em 4 dias e 3 noites dava para escrever um livro (vá um livro pequenino). Sem duvida que fica a vontade de voltar. Agora, apaixonada por Paris.

Desculpem a má qualidade de uma ou outra fotografia, tiradas com telemóvel, mas não havendo outras, era a única forma de vos mostrar.

kiss kiss gente gira!!

Até já

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